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Conheça Ananindeua no Pará

Belém

Certas coisas não falham na capital paraense. Fazem parte da rotina o calor sem trégua, a chuva ao fim da tarde, o vaivém dos barcos na Baía do Guajará, as ruas sombreadas pelas mangueiras e a beleza de construções erguidas entre os séculos 17 e 19.

Concentradas no Centro, as edificações históricas são fruto da conquista da foz do Rio Amazonas e, posteriormente, da bonança ocasionada pelo Ciclo da Borracha. Porém, tradições à parte, uma nova Belém se faz sentir.

Um dia perfeito em belém

O movimento no Ver-o-Peso começa na madrugada, e um passeio pelo famoso mercado é um bom início de dia na capital paraense. De lá, caminha-se menos de dez minutos até a Praça Dom Frei Caetano Brandão, onde estão o Museu de Arte Sacra, o Forte do Presépio, a Casa das Onze Janelas e a Catedral da Sé. Em seguida, visitar a Estação das Docas permite uma refeição no estrelado Lá em Casa e um sorvete de sabor regional na  Cairu . Outra atração é o  Theatro da Paz , erguido em 1878, na Praça da República. Finalize com o jantar no estrelado Remanso do Bosque.

Como chegar

O Aeroporto Internacional Val-de-Cans recebe voos de todas as regiões do Brasil. Dali até o Centro de Belém, a corrida de táxi custa cerca de R$40.

De carro, a partir das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, percorra a Rodovia Belém-Brasília (BR-153 e BR-010), com início no município de Anápolis, em Goiás.

Se o ponto de partida for alguma capital do Nordeste, com exceção de São Luís(que utiliza a BR-316), siga até Teresina, no Piauí, onde você pega o acesso para a BR-316 – a rodovia passa pelo Maranhão e segue até Belém.

A rodoviária fica no bairro São Brás. De lá, saem ônibus urbanos (R$ 2,40) e táxis cobram, em média, R$ 25 pela corrida de 3 km até o Centro.

Restaurantes em Belém

Os marcantes sabores amazônicos estão presentes nas melhores mesas de Belém. O maior exemplo disso é o trabalho de Thiago e Felipe Castanho: os dois irmãos exploram a diversidade da culinária local para criar receitas inventivas, enquanto se revezam no comando dos estrelados Remanso do Peixe e Remanso do Bosque.

No tradicional Lá em Casa, outro premiado com uma estrela no GUIA BRASIL 2015, os pratos típicos são cuidadosamente elaborados. O apreço pela cozinha paraense aparece ainda na lanchonete The Nine, que serve hambúrgueres preparados com ingredientes regionais.

Comida Típica

Açaí: maior produtor nacional de açaí (são 109 mil toneladas anuais, segundo o IBGE/2011, 50,7% da produção do país), o Pará é também um consumidor voraz do alimento. Aqui, no entanto, é raro que a fruta de coloração roxa e sabor amargo seja adoçada antes de ingerida, como em outros lugares do país.

Na receita mais tradicional, o caldo do açaí, engrossado com farinha de tapioca, é servido como acompanhamento para peixes, camarão seco e carnes. Outra maneira de tomá-lo é misturando-o a farinha-d’água e gelo – neste caso, tolera-se a adição de açúcar. Tradicionalmente, bandeiras ou lanternas vermelhas penduradas na porta dos estabelecimentos indicam que há venda da fruta no local.

Onde tomar: Point do Açaí. Sorvetes com a fruta podem ser provados na Cairu e na Ice Bode.
Tacacá: se tem uma coisa que não muda em Belém é a chuva, que cai todo fim de tarde. Depois dela, a tradição é tomar um tacacá nas esquinas da cidade.

Sempre quente, esse caldo inspirado na cultura indígena é servido por tacacazeiras em uma cuia, e tem como principais ingredientes goma de mandioca, camarão seco, tucupi, jambu – erva que causa uma leve sensação de dormência na boca – e pimenta-de-cheiro.

Onde comer: Tacacá da Dona Maria, Tacacá da Elaine, Tacacá do Renato e Tacacá da Jurídica

Tucupi: o líquido amarelo é a maior estrela da culinária paraense. Extraído da raiz da mandioca-brava, precisa ser fervido antes do consumo, com o objetivo de eliminar o ácido cianídrico presente no caldo. Há relatos de que os índios foram os primeiros a utilizar o tucupi, na função de um conservante para suas caças.

Hoje, o caldo de sabor ácido é quase onipresente nos restaurantes de Belém, onde é encontrado em receitas com pato e peixes regionais. As folhas da mandioca-brava moídas (maniva) também são usadas em outro famoso prato regional, a maniçoba. A receita leva os mesmos pertences suínos da feijoada, mas o caldo espesso da maniva substitui o feijão.
Onde comer: nos restaurantes Lá em Casa e Na Telha. Várias casas de cozinha variada também preparam receitas com tucupi.